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Segunda-feira, 09.02.09

Ah, os temíveis finais! - (exemplo 01)

Por Luís Xavier

“Quantas vezes vemos um jogador, após ter conduzido, habilmente um jogo, fracassar na fase culminante do mesmo, isto é no final. Eis então todo o labor intelectual e todas as combinações engenhosas, tombar, lamentavelmente, inúteis, ante a irreflexão de um único lance e quando a batalha estava a terminar. É nessa altura em que as “hostes” se encontram reduzidas pelos embates sucessivos, que o jogador deve apelar para toda a agudeza do seu espírito, tendo sempre em vista que um lance irreflectido pode conceder o empate quanto se podia ganhar, ou perder, quando se podia empatar.”. Assim se exprimiu Francisco Henriques, em 1940, na sua revista particular “Em Frente do Tabuleiro”. E as suas palavras continuam a ser actuais.

Na realidade o final é a fase mais difícil do jogo. Um lance menos rigoroso e tudo se altera.

Para se ser bom finalista não chega – e já não seria pouco – o conhecimento profundo dos milhentos finais técnicos. Também é precioso dominar as mil e uma subtilezas que se observam nos finais artísticos. Tudo se resume em ver e ver, muitos e muitos finais!

Nesta nova rubrica privilegiamos as ocorrências terminais no que toca ao “jogo jogado”. Aqui desfilarão vários finais (e os respectivos jogos) que serão comentados e, ou corrigidos. Não podemos prometer infalibilidade pelo que contamos com a colaboração dos mirones deste espaço. Considere-se a conduzir uma das cores e tente confirmar ou infirmar o resultado conseguido.

E, claro, também pode enviar material.

Aceite o desafio e verá que só tem a ganhar!

*                                 *                                 *

Excepcionalmente não será possível mostrar o jogo que originou o final. Neste primeiro exemplo fica bem vincado o que se quis transmitir com aquele arrazoado.

Na situação abaixo, as brancas não precisam de fazer nada de especial para aguentar o empate. Às pretas de nada serve trocar as damas do rio, pois resulta empate técnico muito conhecido. Joguem como jogarem as pretas (procurando disputar o domínio da linha adjacente superior, as brancas sempre conseguem a) ou conservá-la, ou b) conquistar o rio. Portanto, sempre empatado. Só que...

Amadeu Neves ´ António Almeida

Torneio de Gouveia, 07.05.2005

terrivel-1.jpg
Jogam brancas e empatam

... só que  Amadeu  Neves  precipitadamente  executou 31-28. Pensou com essa jogada forçar a troca de damas no rio e abreviar o empate; porém perdeu assim: 04-18; 28-31, 17-13; 31-28, 13-10; 28x05, 01x19 e 25x18 GP.

É certo que se tratava dum jogo integrante duma partida rápida (4 jogos em meia hora), mas tal não justificativa a cegueira para a óbvia resposta preta. Mérito para António Almeida que aproveitou lindamente o deslize das brancas.

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por lusodama às 12:38



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